Um roteiro passo a passo, da leitura dos autos ao dispositivo, ancorado na legislação vigente e na jurisprudência consolidada da TNU, do STJ e do STF. Pensado para quem está aprendendo a redigir o voto-ementa da Turma Recursal.
A minuta nasce de um método. Antes de escrever uma linha, percorra o roteiro FIRAC adaptado: dos fatos à proposta de decisão. Clique em cada etapa para abrir as orientações.
Nenhum fato pode ser inferido. A fidelidade absoluta ao que está nos autos é a primeira regra do assessor. Leia a petição inicial, o laudo médico, o parecer/avaliação social, a sentença e as razões do recurso.
Reduza o processo a uma ficha objetiva. Esses marcos temporais e socioeconômicos definem toda a análise seguinte.
A modalidade muda toda a análise. Identifique-a logo no início — é o que orienta quais requisitos verificar.
Cada requisito precisa de respaldo documental. Use o checklist interativo da seção Requisitos para marcar o que está provado e o que falta.
Aqui está o coração do voto. Conforme a modalidade, a análise pesa mais na renda (idoso) ou combina renda + impedimento + barreiras (deficiência).
Conecte fato → norma → conclusão. Indique a modalidade, o fundamento legal, a DIB correta e a jurisprudência pertinente (apenas a que efetivamente incide).
Antes de minutar, apresente ao relator a proposta — uma das saídas possíveis — e aguarde a orientação. A redação só começa depois da escolha do caminho.
O BPC é um salário mínimo mensal pago a quem comprova não ter meios de prover o próprio sustento. Ele se divide em duas portas de entrada — e cada uma tem requisitos próprios.
O cálculo é simples na fórmula, mas crítico na decisão: some todas as rendas do grupo familiar e divida pelo número de membros. Lembre das exclusões do art. 20, §14.
Parâmetro objetivo: ¼ do salário mínimo. Faixa de flexibilização judicial: até ½ SM.
Marque cada requisito conferido nos autos. O checklist serve de espelho da análise antes de propor a decisão — se algo ficar em aberto, indique o que falta.
Os fundamentos que sustentam a maioria dos votos. Filtre por tribunal. Cite apenas o que incide na controvérsia concreta.
Toda análise converge para uma de seis saídas. As quatro primeiras decidem o mérito ou a instrução; as duas últimas são desfechos de admissibilidade ou processuais. Cada uma tem um dispositivo-padrão e regras próprias de honorários.
Nove estruturas-base da 3ª Relatoria, cobrindo todo o leque decisório: provimento integral e parcial, improvimento (do autor e do INSS), anulação, não conhecimento e a decisão monocrática de conversão em diligência. São esqueletos anonimizados — adapte ao caso concreto e nunca copie dados de um processo para outro. Use o botão copiar para levar a estrutura ao editor.
O estilo da Turma é enxuto e contínuo. Memorize o que nunca fazer e o que sempre fazer.
Os deslizes que comprometem uma minuta inteira. Releia esta lista antes de entregar o trabalho.
Não a confunda com a data da decisão administrativa. É o marco do termo inicial.
Idoso ou deficiência muda toda a análise. Identifique antes de qualquer coisa.
Somar todas as rendas computáveis e dividir pelo número de membros do grupo familiar.
Art. 20, §1º — mesmo teto. Não misture com o conceito previdenciário de dependentes.
Tema 173 / Súmula 48 TNU. Aferido da DII à data prevista de cessação.
Para PcD: análise médica E social integradas. Laudo médico isolado não basta.
Nunca fixe data de cessação no dispositivo. A cessação é por revisão administrativa.
Não infira fatos. Se diz "perito", não escreva "assistente social". Só o que está provado.
Cada processo recebe a própria análise. Nada de comparações ou dados emprestados.